sábado, 23 de abril de 2016

Este momento histórico


Por Geraldo Lima

Tento escapar do clima ruim que invade todos os domínios do país, que asfixia, angustia, adoece, mas não consigo. Minha consciência lateja e me acorda para o embate. Meu embate é verbal, mas até isso está se tornando impraticável.

Queria ficar sossegado, sem dizer nada, porém minha intuição me mantém ligado, radiografando a realidade e me apontando o absurdo e a falta de visão histórica dos que, tomados pelo patriotismo, vestem a camisa da Seleção Brasileira e pedem a volta dos militares. Há os que têm medo da liberdade e do dinamismo das transformações sociais que libertam da miséria e do abandono milhares de pessoas. Querem manter o status quo e retroceder no tempo. Não sabem que a História, nesse caso, só se repete como farsa?

 O ódio que escapa das bocas vociferantes, destilando preconceitos e intolerância, me assombra e me enche de medo. Viver vai se tornando então um assombro e um omitir-se sempre. Mas o ser não quer viver nas sombras e vem à luz descortinar a vida e afastá-la das trevas. A manhã que se avizinha não pode ser morada do caos e do medo.

A visão afunilada sobre a questão da corrupção no país, focando apenas um partido, não nos conduz à solução definitiva dos problemas da política praticada pelos que se propõem a gerir a coisa pública no Brasil. O gesto tem que ser mais largo, abarcando amplos setores do espectro político nacional. Fora isso é nos mantermos na eterna arena de lobos e raposas.


Só não vê que a Lei está sendo atropelada quem não quer. E se disser que, neste caso, os fins justificam os meios, só posso lamentar pela visão ética torta e enviesada. Daí, tenho absoluta certeza, não sai a paz social nem o fortalecimento da democracia de que tanto precisamos para deixarmos de ser uma “Republica das Bananas” e nos livrarmos definitivamente da pecha de que não somos um país sério. 

(Texto publicado, originalmente, no Jornal de Sobradinho)

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Entrevista à TV Senado


Primeira parte da entrevista que dei, a algum tempo atrás, ao extinto Programa Leituras, da Tv Senado.


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